Publicado em: sábado, 18/02/2012

Brasileiro segue hospitalizado em Honduras

O preso brasileiro que estava no presídio que pegou fogo na madrugada desta quarta-feira, dia 15 de fevereiro, continua internado em um hospital de Honduras com leves ferimentos. O Itamaraty divulgou as informações durante a noite desta sexta-feira. O detento não teve seu nome revelado, e recebeu a visita de Zenik Krawactschuk, embaixador do Brasil em Honduras. Alguns jornais locais chegaram a noticiar que o brasileiro estava entre os mortos do incêndio no presídio em Comayagua.

De acordo com o porta-voz do Ministério Público, Melvin Duarte, os corpos das vítimas foram encaminhados para o necrotério judicial da capital Tegucigalpa, porém, as identidades dos mortos na tragédia não foram divulgadas. O balanço final do Ministério Público indica que 355 pessoas morreram no incêndio. O porta-voz do MP afirmou que nenhum corpo ficou no centro penal e que na quarta-feira 115 corpos chegaram ao necrotério e, durante a madrugada, os outros corpos chegaram.

Governo investiga possíveis causas do incêndio

O governo do país já começou a investigar as denúncias de negligência do incêndio. Mais de 350 detentos morreram sem receber qualquer tipo de ajuda para uma fuga. Esta é a maior tragédia em uma penitência que já aconteceu na história mundial em uma década. Andrés Pavón, do Comitê para Defesa dos Direitos Humanos em Honduras informou que houve negligência na abertura dos portões do local e que a investigação será feita de maneira “exaustiva”.

De acordo com Danilo Orellana, chefe do setor penitenciário de Honduras, o incêndio teve início às 22h30 na terça-feira (2h30 de quarta-feira segundo o horário de Brasília). Orellana afirmou que a tragédia não foi provocada por nenhuma rebelião dos detentos e, de acordo com ele, um dos presos poderia ter começado o fogo ou aconteceu um curto-circuito. Bombeiros afirmam que ouviram disparos de dentro do presídio. Diversas vítimas estavam nas celas quando o fogo começou.