Publicado em: quarta-feira, 08/05/2013

Brasileiro Roberto Azevêdo vence disputa com mexicano e é novo diretor geral da Organização Mundial de Comércio

Brasileiro Roberto Azevêdo vence disputa com mexicano e é novo diretor geral da Organização Mundial de ComércioO brasileiro Roberto Azevêdo de 55 anos foi eleito durante a terça-feira (7) como novo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC). Esta é a primeira vez que um latino-americano é escolhido para ocupar o cargo que tem mandato de quatro anos.

Durante a última fase da disputa, Azevêdo chegou a derrotar o mexicano Herminio Blanco de 62 anos, e fez com que o Brasil tivesse uma das maiores vitórias em relação a diplomacia. Esta decisão ocorreu na cidade suíça de Genebra onde os 159 países que fazem parte da entidade estavam reunidos.

A presidente brasileira Dilma Rousseff e o Itamaraty realizaram uma campanha intensa pela escolha do brasileiro desde o mês de dezembro do ano passado, e o chanceler Antonio Patriota já havia recebido a notícia desta vitória, enquanto a delegação mexicana já havia reconhecido a derrota.

O placar final de como foi votação não chegou a ser divulgado ainda. Enquanto a União Europeia votou em bloco a favor do mexicano, e devido a isso o brasileiro perdeu aproximadamente 12 votos. Ainda assim, fontes diplomáticas, apontam que os votos mostram que Azevêdo tem grande representatividade e a vitória foi inequívoca.

O resultado oficial vai ser anunciado durante a quarta-feira (8) e a nomeação de Azevêdo ocorrer na próxima terça-feira (14), na reunião do Conselho Geral da OMC. No total, nove candidatos estavam buscando suceder o francês Pascal Lamy, que estava no cargo há oito anos. Azevêdo vai assumir o posto em definitivo no mês de setembro.

Durante a terça-feira (7), três embaixadores que fazem patê da comissão para a seleção do novo diretor-geral da OMC estiveram reunidos com as delegações tanto de Brasil quanto de México para que antecipassem o resultado desta disputa.

Azevedo é representante permanente do Brasil dentro da OMC desde o ano de 2008 e tem a reputação de ser um negociador muito hábil. Ele atuava como chefe de delegação durante litígios importantes que o Brasil venceu na OMC, como no caso de subsídios do algodão contra os Estados Unidos e o do açúcar contra a União Europeia. Ele ainda participou de praticamente todas as conferências ministeriais desde que foram lançadas no ano de 2001, de negociações em Doha da liberalização do comércio do planeta.

Mesmo sendo respeitado nos círculos diplomáticos devido a capacidade que tem de construir um consenso, Azevêdo sofreu críticas por ter esforços para que a OMC discutisse o impacto das flutuações cambiais no comércio.