Publicado em: segunda-feira, 05/03/2012

Brasileiro pode ter morrido de frio em cratera de vulcão no Chile

De acordo com autoridades, o engenheiro Felipe Guimarães dos Santos, de 28 anos, teria morrido de frio depois de deslizar cerca de 600 metros e cair em uma cratera gelada com sete metros de profundidade, a cerca de 2.000 metros de altura. Ele realizava uma excursão no vulcão Villarrica, localizado no Chile, acompanhado de um grupo e de instrutores. A informação foi dada por Eugenio Benavente, dono da empresa de turismo Patagônia Andina, que realizou a excursão, e por Robert Leslie, diretor regional da Conaf (Corporação Nacional Florestal do Chile).

O acidente ocorreu na quinta-feira (1) e o corpo do brasileiro ficou desaparecido até a manhã de sábado (3). ”Eu acredito que ele caiu ainda vivo e que se não fosse o mau tempo e o tivéssemos localizado rapidamente, a história poderia ter sido diferente. Eu mesmo subi a montanha à noite para tentar encontrá-lo, mas as condições do clima não ajudaram e tive que descer”, contou Benavente. Segundo ele, o que aconteceu foi uma fatalidade. ”Tenho a empresa há 12 anos e nunca vi nada parecido. Ele tropeçou nele mesmo, caiu para frente, deslizou e o perdemos de vista. Em seguida, veio uma nuvem baixa que impediu toda a visibilidade e a chance de que pudéssemos encontrá-lo imediatamente”, afirmou.

Benavente contou também que depois do acidente com o turista brasileiro, decidiu encomendar sensores magnéticos para que os turistas que participarem de expedições realizadas pela Patagônia Andina possam ser rastreados. ”Esta é uma região segura e muito bem preparada para o turismo. Mas já encomendei os sensores que os turistas deverão usar. Com isso, do computador, no escritório, vamos saber onde o turista se encontra caso algo assim volte a ocorrer”, esclareceu.

Já Leslie disse que ainda é preciso esperar o resultado da autópsia, mas tudo indica que o brasileiro tenha morrido de frio. ”Os primeiros indícios são que ele não morreu da queda, mas de hipotérmica, de frio. Após deslizar pela montanha, ele caiu numa cratera estreita, com gelo e de cerca de sete metros de profundidade. Tudo indica que ele chegou ali vivo porque tirou o relógio que usava e guardou-o na mochila, que não estava em seu corpo, mas ao lado dele. Ou seja, ele tirou o relógio, guardou-o na mochila e tirou a mochila”, informou.