Publicado em: segunda-feira, 11/08/2014

Brasileira convertida ao islamismo decide ir a Faixa de Gaza para levar doações e ser voluntária

Brasileira convertida ao islamismo decide ir a Faixa de Gaza para levar doações e ser voluntáriaUma brasileira, natural do Ceará, nordeste do país, se converteu ao islamismo há 12 anos e agora, diante de toda a guerra entre palestinos e israelenses, ela decidiu ser voluntária na Faixa de Gaza, área de conflito. Karine Gercês, 40 anos, irá viajar para o país na próxima semana e afirma que sua pretensão é levar um pouco de afeto e itens de necessidade básica, que ajudem as vítimas que estão sofrendo com a guerra. Ela diz que irá ajudar como puder. Os bombardeios sempre aconteceram, contudo, no último mês se intensificaram.

Desde o primeiro dia em que os ataques começaram até agora, já forma registrados 1.875 mortes do lado palestino, de acordo com informações do ministério da Saúde. Já no lado israelense, 64 soldados e três civis morreram durante o conflito. Houve um período de trégua, que durou 72 horas e terminou às 2h dessa sexta-feira (8).

Viagem

A brasileira conta que sabe de toda a dificuldade que a região está enfrentando e os riscos que os voluntários correm, não disfarça o medo, mas diz que tem que enfrentar e confiar em Deus. Karine deve chegar a Faixa de Gaza junto a um grupo de voluntários levando água, roupas e medicamentos. A voluntária é estudante de relações internacionais e faz parte da Organização Não Governamental Wassa, ela viaja no dia 16 de agosto para São Paulo e no dia 18, para Cairo, no Egito.

Ao chegar lá, o plano é reunir todas as doações que foram arrecadadas no Ceará e também comprar mais itens para levar à Faixa de Gaza. O grupo irá chegar às vítimas por meio de um comboio. Mesmo planejando toda a viagem, Karine afirma que não sabe quando voltará ao Brasil, porque o Egito fica responsável em autorizar a entrada e saída do território, e por enquanto só há a autorização de entrada. Ela relata ter visitado a palestina em 2012 e classifica os conflitos que estão acontecendo como uma “brutalidade”, mas fica feliz por poder voltar ao país como voluntária.