Publicado em: quinta-feira, 08/03/2012

Brasil vai crescer 4,5% em 2012, afirma Mantega

O ministro Guido Mantega afirmou nesta quarta-feira (7) que o Brasil terá um crescimento maior em 2012 do que em 2011. A expectativa do governo é de 4,5%. O IBGE divulgou que no ano passado o crescimento da economia brasileira foi de 2,7%, ficando abaixo do esperado pelo governo. Essas declarações de Mantega fizeram parte de seu discurso na apresentação do terceiro balanço do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento 2011/2014).

O ministro disse que pode garantir que o crescimento de 2012 será maior do que de 2011, chegando a 4,5%. Mantega reconhece que será um ano difícil porque a crise mundial continua, mas o Brasil tem a inflação e as contas públicas equilibradas. Com isso é possível buscar crescimento maior e para isso o governo possui diversas possibilidades, segundo o ministro. Deverá ser ampliado o investimento público e privado (como do PAC 2, que será maior do que no ano passado), haverá maior quantidade de recursos na economia devido ao aumento do salário mínimo, serão ampliadas as ofertas do crédito e os programas sociais serão mantidos.

De acordo com o ministro, o crédito deverá crescer em torno de 17% este ano e os bancos públicos vão reduzir as taxas de juros. Com mais dinheiro injetado na economia em função dos investimentos e do aumento do salário, o governo espera que o crescimento do país seja maior.

Governo propõe medidas para acelerar o crescimento da indústria

Mantega, no entanto, afirma que o maior desafio do governo será contribuir para acelerar o crescimento da indústria, que foi o setor mais afetado pela crise financeira mundial, fechando 2011 em baixa. No ano passado o ramo industrial cresceu somente 1,6%, contribuindo muito pouco com a elevação do PIB (produto interno bruto). Para melhorar esse cenário, diversas medidas de defesa comercial e cambial estão sendo tomadas.

O ministro ressaltou que em 2012 teremos um baixo crescimento da economia mundial e, além disso, um “tsunami monetário” nos países europeus, o que poderá atingir o Brasil devido às especulações financeiras. Para finalizar, o ministro disse que o país está preparado para enfrentar estes problemas e o governo não permitirá a “criação de bolhas financeiras”.