Publicado em: quarta-feira, 03/10/2012

Brasil será campeão por mortes cardiovasculares em 2040

Brasil será campeão por mortes cardiovasculares em 2040Sempre que você vai temperar a salada bate certa culpa por colocar muito sal? Se isso não acontece deveria acontecer, afinal de contas os médicos vêm alertando, há muito tempo, para o risco do alto consumo de sal. Com o excesso do mineral no organismo há o aumento do risco das doenças do coração, principalmente a pressão alta, que também chamada de hipertensão.

De acordo com dados que foram divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil vai ocupar o posto de campeão quando o tema é mortalidade cardiovascular, no ano de 2040.

Esse não chega a ser o caso de eliminar totalmente o tão usado sal de sua alimentação, já que consumido de maneira correta ele tem a sua importância para a saúde. Para Ricardo Zanutto, que é graduado em nutrição e também em educação física, além de ter doutorado em fisiologia humana pela USP, “o sal tradicional, o de cozinha mesmo, é composto de 40% de sódio, que é o mineral que é indicado como o principal dispositivo dos fluidos corporais, além de ter 60% de cloreto, que é íon negativo. Os dois possuem suas funções, como ajudar na manutenção da pressão osmótica, ou seja, controlar a quantidade de água que passa pela membrana ocular. Além de tudo isso, o sódio ainda responde pela transmissão dos impulsos nervosos e também pela estimulação da secreção gástrica”.

O que devemos fazer então é conseguir encontrar um meio termo, ou seja, nem cortar totalmente o mineral do cardápio como não exagerar em sua dose. Todavia, aqui no Brasil, a população abusa do sódio. A Organização Mundial de Saúde indica um consumo de no máximo 2 g por dia, o que vale a 5 g de sal (já que 40% do sal é sódio puro). As estimativas afirmam que, aqui no país, cada pessoa consuma por dia mais doa que o dobro desta quantia, que pode equivaler a algo de mais ou menos 12 g de sal por dia.