Publicado em: quinta-feira, 27/06/2013

Brasil se prepara para crise econômica

Brasil se prepara para crise econômicaDe acordo com o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, o Brasil está em fase de preparação para enfrentar uma possível crise internacional novamente. Desta vez, o mau momento surge devido a instabilidades de uma diminuição de estímulos da moeda norte americana: o dólar. Mantega tem participação na audiência pública que reúne comissões na Camara dos Deputados e informou que a crise nos Estados Unidos, que detém a maior economia mundial, pode ser refletida em outros países.

Contudo, Mantega tranqüilizou a população brasileira dizendo que o país está em uma posição privilegiada até mesmo pela condição de ter um forte mercado interno, além de suas grandes reservas a nível internacional. Mantega ressaltou que a situação atual do dólar norte-americano pode estar causando turbulências na economia global que deve continuar por uns tempos. Mas ele diz que vai diminuir em um dado momento e se estabilizar em outra posição. O ministro afirma que irá realmente acontecer a diminuição internacional da liquidez.

Semanas atrás, o banco central dos Estados Unidos chamado Federal Reserve divulgou que existe a possibilidade de redução do programa do país de compra dos ativos. Isso pode acontecer ainda neste ano por conta dos indícios de melhoria na atividade econômica.

Mantega ressaltou que a situação fez aumentar o fluxo de capitais para o país do Tio Sam e isso afetou diretamente o câmbio, além de causar uma intensa desvalorização do sistema monetário de países considerados emergentes. O dólar aqui no Brasil tem chegado ao patamar de R$2,25.

Para que o Brasil saia ileso dessa situação global, Mantega afirma que o país tem saídas como o equilíbrio da inflação. Tudo indica que, em 2013, os índices terminem dentro da meta pré-estabelecida pelo IPCA, que é de 4,5%. A variação tem tolerância de até 2 pontos percentuais. As metas fiscais que o Brasil precisa alcançar também devem ser cumpridas, segundo o pronunciamento de Guido Mantega. O superávit primário deste ano está previsto em no mínimo 2,3% do PIB, Produto Interno Bruto. Isso poderá ser alcançado através das reduções das despesas de custos.