Publicado em: sexta-feira, 07/03/2014

Brasil registra recorde histórico de exportação de soja para fevereiro, com 2,8 mi toneladas

Brasil registra recorde histórico de exportação de soja para fevereiroApesar dos problemas na colheita de soja no Mato Grosso, principal produtor brasileiro, o Brasil registrou a exportação de 2,79 milhões de toneladas do granel em fevereiro, quase o triplo do total embarcado no mesmo período do ano passado, marcando recorde histórico. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), na última quinta-feira (6).

O volume exportado em janeiro foi de apenas 30,6 mil toneladas, o que não encheria sequer um navio graneleiro. Já em fevereiro de 2013, os embarques de soja foram de 960 mil toneladas, e no ano anterior, 1,57 milhão de toneladas, antigo recorde para a época. A colheita total de 2014 deve chegar a 88 milhões de toneladas, segundo estimativas.

A demanda por soja segue bastante aquecida no exterior, especialmente no mercado chinês, segundo especialistas. E o período privilegia o Brasil porque a produção dos Estados Unidos, único produtor que briga com o Brasil nesse nicho, está na entressafra nessa época do ano.

O crescimento da safra nacional vai compensar ao queda registrada no preço médio da soja exportada, que baixou de US$ 538 para US$ 497 por tonelada, na comparação entre fevereiro deste ano e do ano passado. A prova é o valor obtido durante o período, quando o país faturou quase US$ 1,4 bilhão, contra US$ 517 milhões em 2013.

Fusão entre ALL e Rumo pode prejudicar exportação

A incorporação da ALL pela Rumo Logística, pertencente ao grupo Cosan, pode trazer dificuldades para a exportação da produção brasileira de soja e farelo, já que vai gerar uma “concentração de poder” na empresa, segundo estimativa da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

Isso porque antes da proposta de fusão, a Rumo acusou a ALL de não cumprir os contratos de transporte de açúcar por priorizar grãos. A concentração de poder na empresa resultante da união pode gerar estratégias comerciais que desviem o foco da exportação de soja por conta da rentabilidade, gerando forte impacto negativo na competitividade do granel na balança comercial brasileira e outros setores.

A infraestrutura insuficiente no setor da logística também é um fator negativo devido ao crescimento constante da demanda, resultando em inflação considerada alta no valor dos fretes ferroviários.