Publicado em: segunda-feira, 04/06/2012

Brasil pode passar a exportar componentes eletrônicos que ainda são importados

Em função da alta do dólar as fábricas de eletroeletrônicos terão que buscar componentes nacionais para fazer a substituição daqueles que antes eram importados. Com a desvalorização do real, os produtos podem ter o valor encarecido se a montagem for feita com equipamentos importados. De acordo com Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), essa mudança na compra de equipamento facilita e beneficia as empresas que já produziam um pouco. Elas apenas aumentaram a sua produção, o que traz uma lucratividade interna para o país. No entanto, Barbato ressalta que se o dólar continuar nesse valor, entre R$ 2 e R$ 2,20, as empresas brasileiras não só produzirão para o mercado interno, como terão possibilidade de exportar os produtos e aumentar ainda mais a lucratividade. E ao invés de o Brasil importar componentes eletrônicos, eles estará exportando para outros países.

Faturamento de 2011 no setor aumentou, mas foi obtido por meio de importações

O faturamento no ano passado para o setor eletroeletrônico chegou a R$ 138,1 bilhões no país. No entanto, embora seja satisfatório esse rendimento, ele está relacionado com as importações feitas no período, já que a produção interna dos componentes chegou a ter queda, segundo o IBGE. O objetivo e que este ano o setor tenha lucratividade, mas sem fazer importações e sim exportações desses produtos. Segundo Barbato, o setor eletrônico brasileiro ainda depende muito da importação de determinados componentes, pois algumas empresas ainda não estão instaladas no Brasil para abastecer totalmente este setor. No entanto, com a situação do dólar a expectativa é que haja um avanço no setor de componentes aqui mesmo no Brasil. Outro ponto tratado por Barbato é sobre a presença de uma política industrial forte que desenvolva esses setores.