Publicado em: sexta-feira, 24/02/2012

Brasil gerou mais 115 mil vagas com carteira assinada em janeiro

Em janeiro deste ano, o Brasil conquistou um saldo de 118.895 postos de trabalho formal. Este é o quarto melhor resultado, indicando um crescimento de 0,31% em relação ao mesmo número do mês anterior. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados na quinta feira (23) pelo ministério do Trabalho e Emprego mostraram um comportamento favorável do mercado.

Desde o mesmo mês, em 2011, registrou-se a criação de 2.085.344 postos de trabalho, representando uma expansão de 5,8% no número de assalariados com carteira assinada no Brasil. “A grande quantidade de admissões e desligamentos, ambos os maiores para o mês, reforçam o foco que o Ministério do Trabalho e Emprego vem dando no aprofundamento do debate sobre as altas taxas de rotatividade de mão de obra no mercado de trabalho brasileiro”, explicou o ministro interino do Trabalho e Emprego, Paulo Roberto Pinto.

O nível de emprego aumentou em todas as regiões. No sudeste, foram gerado mais de 45 mil postos, no sul, foram mais de 44 mil, no Centro-oeste, mais de 22 mil e no nordeste, mais de cinco mil.

Setores com maiores altas

Neste período, seis dos oito setores de atividade econômica registraram aumento no número dos empregos formais. Os principais destaques ficaram na área de serviços, com mais de 61 mil postos criados; da construção civil, com mais de 42 mil postos e da indústria de transformação, com mais de 37 mil postos gerados somente em janeiro.

Na área de serviços, a elevação do emprego veio do bom desempenho de cinco dos seis ramos de atividade: móveis, alojamento e alimentação, médicos e odontológicos, de transporte e comunicações e instituições financeiras. O ensino foi o único ramo que registrou declínio.

Na área da indústria, o comportamento que favoreceu a formação de emprego é resultado da expansão generalizada nos doze segmentos do setor. Os que mais se destacaram foram: calçados, química, alimentícia, metalúrgica e mecânica.

Na agricultura, o desempenho também foi favorável, com a criação de mais de 12 mil postos de trabalho. Entre os oito setores, o comércio foi o teve maior queda. Outro setor que perdeu empregos foi na área da administração pública, com uma redução de 370 postos de trabalho.