Publicado em: quinta-feira, 23/02/2012

Brasil faz acordo de intercâmbio com universidade da Espanha

O governo brasileiro escolheu a Universidade de Salamanca, localizada no oeste da Espanha, para desenvolver programas de intercâmbio de estudantes, professores e pesquisadores. O intercâmbio acontece através do programa Ciência sem Fronteiras, juntamente com a troca com as instituições universitárias brasileiras.

Daniel Hernández Ruipérez, reitor da Universidade de Salamanca, juntamente com o vice-presidente e diretor de Cooperação Institucional do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, Manuel Barral Netto, assinaram um convênio onde estabeleceram os pormenores desta colaboração.

Esta é uma iniciativa especial de mobilidade internacional em Ciência, Tecnologia e Inovação, onde o Governo do Brasil está especialmente voltado, explicou o vice-presidente Barral Netto.

O objetivo da nova parceria é aumentar a presença dos estudantes, professores e pesquisadores brasileiros nas instituições de excelência no exterior. Além de proporcionar o crescimento da presença de estudantes e acadêmicos estrangeiros nas instituições brasileiras.

Nos próximos quatro anos, o governo do Brasil ira destinar US$ 1 bilhão para financiar estas bolsas de estudos, que deverão beneficiar 100 mil estudantes. O programa é administrado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Parcerias mundiais

O CNPq selecionou centro de excelência no mundo todo, tendo assinado também acordos com instituições dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França e Itália. Barral Netto afirmou que a Universidade de Salamanca é “uma instituição de ponta” para desenvolvimento do programa na Europa.

A Universidade de Salamanca foi fundada em 1218, sendo a mais antiga instituição da Europa. O acordo assinado estabelece o financiamento das bolsas de estudos, ao mesmo tempo em que a Universidade espanhola se compromete a oferecer vagas nas seções prioritárias do programa, principalmente nas áreas tecnológicas.

O Programa foi criado em julho do ano passado pelo governo federal, com o objetivo de incentivar bolsas de iniciação científica e projetos científicos nas instituições parceiras do exterior. O programa objetiva distribuir até 2014 cerca de 75.000 bolsas.