Publicado em: terça-feira, 15/10/2013

Brasil estaria preparado para uma guerra na internet?

Brasil estaria preparado para uma guerra na internetApós toda a polêmica envolvendo o Brasil em um caso de espionagem americana, a presidente Dilma Rousseff durante discurso na ONU afirmou que o país sabe se defender no mundo virtual. Mas será mesmo que o Brasil está preparado para uma possível guerra cibernética?

O tema agora ganhou destaque no governo brasileiro e é tratado como prioridade. Entre as ações que visam melhorar a segurança do mundo digital, estão medidas discutidas pelo governo como a idealização de uma agência nacional de segurança cibernética e a prática de atuações agregadas entre os muitos órgãos envolvidos na proteção da rede de computadores brasileira. Ou seja, uma melhor comunicação entre os órgãos fiscalizadores existentes no país.

Outra medida tomada pela presidência é a instituição de um mecanismo protegido de e-mail em todo órgãos do governo. De forma que previna a espionagem. A vulnerabilidade cibernética do país foi exposta ao mundo inteiro após o ex-agente do serviço secreto americano, Edward Snowden liberou informações sigilosas do mundo da espionagem. No caso, vale lembrar, que mesmo considerado “um país amigo” não fez com que o Brasil deixasse de ser espionado, inclusive a própria presidente Dilma.

Muitos especialistas que acompanharam toda a discussão em relação à espionagem afirmaram que não existe um país totalmente seguro, existem nações com seguranças fortes, mas nem por isso são imunes a possíveis bisbilhotagem de outros países.

O General José Carlos dos Santos, diretor do CDCiber um dos órgãos governamentais brasileiros dedicados à segurança na internet, confirmou recentemente que, diante de todos os acontecimentos envolvendo, espionagem, invasão de sites de instituições governamentais e privadas, é provável que tenhamos uma guerra na rede. Ele também afirmou que o Brasil tem que se precaver para isso, através de programas de tecnologia e segurança de informação. Foram injetados R$ 400 milhões destinados a investimentos nesta área em 2009 que deveria ser planejada durante os quatro anos seguintes somente para conter ataques virtuais.