Publicado em: quinta-feira, 13/02/2014

Brasil é o pior país das Américas em número de jornalistas mortos

Brasil tem o pior número de jornalistas mortosO Brasil não é um bom país para jornalistas, pelo menos não de acordo com a Organização Não-Governamental (ONG) Repórteres Sem Fronteira. Nesta quarta-feira (12), a instituição criticou duramente o Brasil e os Estados Unidos, em um evento realizado em Paris, na França. Além disso, segundo a mesma ONG, o grau de liberdade no país tupiniquim piorou no ano passado.
Em dois anos, o Brasil caiu 12 lugares na classificação de países com maior liberdade para o trabalho da imprensa. Agora, a posição brasileira é a 111ª no ranking. Os maiores motivos atribuídos à queda são a cobertura do crime organizado, corrupção e cobertura de atos violentos.
A Argentina, país vizinho, está na 55ª posição. Até mesmo países em guerra civil e sob intervenção internacional estão à frente do Brasil. É o caso da República Centro-Africana, em 109º lugar, e Uganda, em 110º. De acordo com nota da Repórteres Sem Fronteira, “Brasil e Estados Unidos deveriam enaltecer a liberdade de informação como norma jurídica. A realidade está longe disso”.
De acordo com levantamento, as mortes de jornalistas em 2013 contribuíram para a queda. Foram cinco profissionais mortos no decorrer do ano, o que classifica o Brasil como o país mais perigoso do continente para a profissão.

Manifestações pelo país agravam a situação

Somente durante as manifestações de 2013 (que continuam este ano), foram registradas 114 ocorrências com jornalistas feridos. Ainda no texto, a ONG comenta que a opressão policial também contribui para esse índice.
O último caso conhecido das manifestações que trouxe à tona o perigo que os profissionais de imprensa enfrentam todos os dias foi o do cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Andrade, de 49 anos, que morreu na última segunda-feira, em decorrência de ferimentos causados por um rojão, atirado por um manifestante durante um protesto a favor da redução da tarifa de ônibus, no Rio de Janeiro.