Publicado em: sexta-feira, 16/03/2012

Brasil e México fazem acordo sobre comércio de automóveis

Depois de dois dias de reunião entre representantes dos dois governos, o secretário de Economia do México, Bruno Ferrari, anunciou nesta quinta-feira (15) que os dois países fecharam acordo e discutiram restrições sobre comércio de carros. Também decidiram que a decisão será aplicada neste mês. As novas regras estabelecidas entre os dois países valerão a partir do dia 19. O máximo permitido para exportações será de US$ 1,45 bilhão entre os dois países neste primeiro ano. No segundo esse valor sobe para US$ 1,56 bilhão e no terceiro para US$ 1,64 bilhão.

O secretário mexicano ressaltou que com esse acordo foi possível manter o documento feito em 2003. Ele é chamado de ACE-55. A decisão tomada nos últimos dias também tem o papel de ‘devolver a confiança’ às empresas produtoras dos dois países. Ferrari disse que embora neste momento a balança comercial seja favorável ao México, no passado o país beneficiado foi o Brasil. Depois de três anos o ACE-55 voltará a funcionar normalmente como estava até agora, o que significa que haverá comercio livre entre os dois países no caso de carros pequenos.

O ministro disse também que o acordo foi muito positivo e que o resultado da reunião não se trata de identificar vencedores ou vencidos. Ferrari salientou que se o comércio tivesse sido cancelado totalmente, seria muito pior para ambos os países em disputa. O objetivo é que os dois países fortaleçam as relações comerciais que até agora estavam estagnadas devido aos problemas.

De acordo com dados fornecidos pela Associação Mexicana da Indústria Automotiva (Amia), de 2007 até 2011 as exportações de veículos para o Brasil passaram de 28.283 para 147.535. Essa mudança representa uma elevação de 421% em apenas cinco anos. Os dois últimos anos tiveram o maior crescimento. O número pulou de 78 mil para mais de 147 mil, o que equivale a 89%. Só em janeiro e fevereiro já forma mais de 25 mil carros enviados ao país. Isso representa mais de 47% das exportações para toda a América Latina.