Publicado em: segunda-feira, 15/08/2011

Brasil discute proposta para ampliar fundo anticrise na América latina

O Brasil vê no Fundo Latino-Americano de Reservas (Flar) um mecanismo que pode ajudar a enfrentar os possíveis efeitos da nova crise econômica internacional. O ministro da Fazenda Guido Mantega, discutiu as propostas brasileiras na última sexta-feira (12) ao lado da presidente do Flar, a advogada colombiana Ana Maria Carrasquilla Barrera. Na ocasião, o ministrou aproveitou para criticar a atuação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

“Ficou combinado que o Flar fará um road show por vários países e virá ao Brasil, para que possamos discutir as condições para podermos ingressar no fundo”, comentou Mantega, em Buenos Aires, após deixar a reunião que contou com a presença ministros da Economia e presidentes de Bancos Centrais dos doze membros da União de Nações Sul-Americanas (Unasul). Foi debatida a crise na União Europeia e nos Estados Unidos. De acordo com Mantega, os ministros concordam que a América do Sul precisa estar preparada, já que a crise pode ter duração maior do que o previsto.

“Ficou decidido que vamos ter que nos preparar, tanto para eventuais agravamentos da crise que possam ocorrer, que possam nos afetar, como para uma crise mais longa nos países avançados”, afirmou Mantega. Para o ministro, uma das formas de combater a crise seria a criação de um novo fundo de contingencia que levaria tempo, porém, ele explicou que a Unasul procura por soluções imediatas. Dessa forma, seria necessário ampliar a Flar.

A Flar existe como um mecanismo de apoio a balança de pagamento dos países integrantes, através do fornecimento de credito ou com a oferta de garantia a empréstimos a dados por terceiros. O fundo foi bastante utilizado nas décadas de 80 e 90, quando atuou como auxiliar ao Fundo Monetário Internacional.