Publicado em: quinta-feira, 17/10/2013

Brasil atenderá antecipadamente portadores do vírus HIV

Brasil atenderá antecipadamente portadores do vírus HIVO Ministério da Saúde disponibilizará atendimento antecipado aos pacientes em idade adulta com vírus HIV. Independente do estágio da doença será iniciado tratamento elaborado com antirretrovirais. A partir desta iniciativa do governo, aproximadamente 100 mil novos casos poderão usar o medicamento, no total hoje são 313 mil.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha destacou o caráter pioneiro da medida do governo brasileiro, uma vez que apenas EUA e França possuem ações semelhantes em relação a AIDS. A projeção é que tenha início à distribuição até dezembro deste ano.

Além dos antirretrovirais, um novo composto que aguarda aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) deverá compor o tratamento para casos diagnosticados no início. A fórmula deste novo medicamento contém tenofovir, lamivudina e efavirenz. Esta droga está sendo desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O tratamento prévio tem como meta, expandir a assistência ao paciente com HIV, melhorando sua qualidade de vida e bem-estar. Ao ingerir o antirretroviral, as condições de vírus no organismo são diminuídas de forma expressiva, impedindo a infecção do parceiro, no caso de sexo sem proteção.

O ministro Padilha falou não possuir, na ocasião, o resultado de quanto irá custar este avanço para os cofres públicos. Contudo, ressaltou que dos 1,2 bilhão destinado a AIDS mais da metade, para ser preciso cerca de R$ 770 milhões, são investidos em drogas. Para fechar o orçamento, Padilha afirmou que aguardará a liberação do outro medicamento da Fiocruz.

A política de adiantar o método terapêutico em soropositivos é adotada pelo governo há alguns anos. Ano passado, o começo do uso de medicamentos passou a ser aconselhado para pacientes com contagem de defesa no corpo (CD4) igual ou inferior a 500. Pacientes com parceiros sem estarem infectados, também passaram a ter recomendação do uso antecipado da droga, desobrigatoriamente da carga viral.