Publicado em: quarta-feira, 25/07/2012

Bope vai permanecer no Complexo do Alemão até encontrar o culpado por morte de PM

Após a morte da policial militar Fabiana Aparecida de Souza na última segunda-feira (23), o Batalhão de Operações Especiais (Bope) ocupou a favela do Complexo do Alemão. O objetivo da tropa é encontrar os traficantes responsáveis pelos disparos de fuzil que atingiram o peito da policial. O caso aconteceu quando traficantes do complexo atacaram à UPP de Nova Brasília. Desde o assassinato, diversos homens que pertencem a seis batalhões diferentes vasculham becos e revistam suspeitos, além de checarem informações no Setor de Inteligência da Polícia. A busca pelos responsáveis não para. Na terça-feira (24), três homens foram presos e um adolescente foi apreendido. Na manhã de hoje (25), mais dois homens foram presos suspeitos de participarem do ataque. A polícia encontrou com eles armas e drogas.

Durante a madrugada os PMs do Bope ficaram estrategicamente posicionados e houveram diversas rondas em busca dos traficantes. Todas as ações em que hajam resistência dos criminosos serão combatidas sem tréguas e os homens do batalhão prometeram que só sairão do complexo depois de encontrarem os responsáveis pela policial morta. As patrulhas também estão fazendo blitz e circulando pela estrada do Itararé, que fica no entorno da cidade.

Segundo a Secretaria de Segurança da cidade do Rio de Janeiro, o Bope tinha outra programação para esse final de mês. Os soldados ocupariam a favela de Jacarezinho, mas com o reforço no Complexo do Alemão a ocupação ficou marcada para o início do mês que vem.

O corpo da soldado Fabiana foi enterrado hoje (25) no Cemitério do Riachuelo, no município de Valença, no interior do estado do Rio, com honras militares. Quando o caixão foi retirado do carro, as centenas de pessoas que acompanhavam aplaudiram e pétalas de rosa foram despejadas de um helicóptero.

Diversas autoridades estavam presentes, entre ela o comandante geral da corporação, o Coronel Erir Ribeiro da Costa Filho. A irmã de Fabiana, Luciana Souza, que também é policial militar, acompanhou o enterro.