Publicado em: sexta-feira, 10/02/2012

Bombeiros e policiais entram em greve no Rio de Janeiro

Na noite de quinta-feira (9), as forças de Segurança Pública do estado do Rio de Janeiro decidiram paralisar seus serviços. A força que mais radicalizou na greve foi a Polícia Militar, que é responsável pelo patrulhamento das ruas do estado. Os policiais militares permanecerão em seus batalhões e não irão sair para nenhum tipo de ocorrência.

O policial Wellington Machado disse que, agora, a Força Nacional e o Exército são os responsáveis pela segurança no Rio. Um oficial afirmou que o que acontecer nas ruas não é mais de interesse da Polícia Militar. O soldado Thiago Reis, que faz parte do comando da greve, afirmou que a população deve evitar sair de casa. Segundo os manifestantes, o Bope, comando da Polícia Militar, e o Batalhão de Choque também paralisaram.

Porém, estes afirmam que poderão sair dos batalhões em caso de policiais feridos ou resgate de reféns. Segundo os grevistas, a primeira condição para que as negociações com o Estado comecem é a soltura do cabo Benevenuto Daciolo. Na madrugada desta sexta-feira, os policiais já estariam em suas unidades, onde ficarão por um tempo sem prazo para terminar.

O policial Wellington Machado disse que a família poderá estar no batalhão, pois é importante para o policial ter seus parentes por perto neste momento. A Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros também ficarão aquartelados. O diretor jurídico do Sindicato dos Policiais Civis, Francisco Chao, afirmou que estão pedindo para que os oficiais tenham calma e não cometam atos de vandalismo.