Publicado em: terça-feira, 28/02/2012

Bolsa dos EUA fecha em maior nível dos últimos quatro anos

Mesmo com a economia mundial crescendo lentamente em função da crise, as bolsas americanas se aproximam, pela primeira vez, aos índices de antes dos problemas financeiros de 2008. Nesta segunda-feira, o S&P500 terminou o dia em 1.367 pontos, maior valor desde junho de 2008. O mesmo ocorreu com o Dow Jones e o Nasdaq. Ambos fecharam o pregão em 12.981 e 2.966 pontos, respectivamente.

No Brasil, mesmo com o aumento do PIB e dos indicadores econômicos otimistas, não há reflexos desses dados na BM&FBovespa. Nesta segunda-feira, por exemplo, o Ibovespa fechou em queda de 1,06%, não passando de 65.240 pontos. Em 2008 esse número chegou a 72.700 pontos. A bolsa brasileira não costuma caminhar no mesmo rumo que as bolsas americanas. Em 2010, enquanto os EUA tinham uma sofrida recuperação no mercado de ações, o Ibovespa já se aproximava dos números pré-crise, chegando a 72.600 pontos. No entanto, a onda inverteu e o Brasil perdeu pontos voltando a 55.000 nos meses seguintes.

Nos Estados Unidos, há diversas explicações para o aumento das bolsas. Analistas têm opiniões diversas sobre o assunto e as causas apontadas são diversas: a oferta de ações do Facebook, os resultados da Apple, os dados de seguros-desemprego e mercado imobiliário. Nesta segunda-feira, o principal motivo apontado pelos economistas foi o mercado imobiliário. Dados repassados pelo governo americano informaram que o número de contratos assinados para a compra de imóveis aumentou e chegou ao maior nível em 21 meses. Segundo o Wall Street Journal, as vendas de casas aumentaram 2% em janeiro, sendo que a estimativa dos analistas não passava de 1%.

Embora este tenha sido o principal motivo apontado pelo mercado para explicar o otimismo de ontem (27), o mercado imobiliário está distante de ser o responsável pelo desempenho das bolsas americanas, segundo o analista Brian Gendreau, da Cetera Financial Network.