Publicado em: quarta-feira, 26/02/2014

Blu-ray de “Azul É a Cor Mais Quente” é recusado por empresas brasileiras

"Azul É a Cor Mais Quente" é recusado por empresas brasileirasO filme que vem arrematando o coração dos espectadores Brasil afora, tem encontrado dificuldades para lançar a versão em Blu-ray no país. Segundo a equipe de divulgação do longa “Azul É a Cor Mais Quente”, o mercado brasileiro tem demonstrado resistência.

De acordo com a equipe de marketing do longa-metragem no Brasil, as empresas brasileiras têm negado produzir o material, pois acham que o conteúdo é vulgar. “É inconcebível que um romance tão lindo seja tratado pelas produtoras brasileiras dessa forma. O filme recebeu o Palma de Ouro no Festival de Cannes, dentre outros prêmios, isso não é para qualquer um”, afirma.

A distribuidora do filme francês em solo brasileiro, a Imovision, afirma que o filme estará disponível apenas em DVD, pois as companhias que produzem o blu-ray consideram o conteúdo como impróprio.

O filme foi classificado para maiores de 18 anos e mesmo assim foi ignorado pelas

Palma de Ouro

O filme do diretor tunisiano Abdellatif Kechiche foi agraciado com o Palma de Ouro durante o Festival de Cannes 2013. Na trama, Abdellatif quis trazer a descoberta sexual e amadurecimento de duas mulheres, Adèle (Adèle Exarchopoulos e Emma (Léa Seydoux).

Esta não é a primeira vez que o filme se envolve em polêmicas, Léa Seydoux chegou a fazer inúmeras críticas ao diretor do filme, e logo após Cannes, a atriz deu entrevistas a diversos veículos, nas quais dizia que se sentiu como uma garota de programa durante a gravação do filme pornô, em que a atriz é submetida a fingir o orgasmo por 6 horas seguidas e com três câmeras em cima dela. Incomodado com as declarações de Seydoux, o diretor de “Azul É a Cor Mais Quente” disse que a atriz queria se promover em cima do filme e sentiu-se envergonhado e humilhado com as afirmações de Léa.