Publicado em: quinta-feira, 19/02/2015

Beija Flor festeja seu 13º título como campeã do carnaval carioca

A escola de samba do Rio de Janeiro Beija Flor foi a grande campeã 2015 do carnaval carioca. O público comemorou no pátio da escola de samba aos gritos de “a campeã voltou”, já que esse representa o 13º título da escola de Nilópolis. O resultado foi divulgado perto das 18 horas, depois de uma apuração bastante acirrada com a adversários Acadêmicos do Salgueiro. Pela contagem de pontos, antes mesmo do resultado oficial já se sabia que a escola azul e branca da baixada fluminense seria a grande campeã 2015.

A quadra da escola de samba ficou lotada para a comemoração do título, que foi definida pela direção da escola como uma redenção pela posição que eles ficaram no ano passado, quando ocuparam a sétima posição no ranking das escolas. Conquistando a vitória em 13 campeonatos, a Beija Flor agora se aproxima da poderosa Mangueira, que tem em seu histórico 17 campeonatos. Em primeiro lugar, está a Portela, com 21 vitórias do carnaval Carioca. No sábado, voltam à Sapucaí as seis primeiras escolas, para o Desfile das Campeão, que ocorre na ordem inversa da colocação.Beija Flor festeja seu 13º título como campeã do carnaval carioca

Este ano, a Beija Flor trouxe como enredo uma exaltação a cultura e alma africana, um tema que já deu a escola da baixada fluminense outros campeonatos. Este ano, a escola apostou em muita tradição e luxo, mostrando poucas inovações e até mesmo poucos recursos tecnológicos. A grande aposta deles era na perfeição técnica e ainda conseguir empolgar seus integrantes e a avenida, deixando no passado a péssima colocação no último campeonato.

Este ano, a escola recebeu um patrocínio polêmico, certa quantia em dinheiro da Guiné Equatorial, o país que foi homenageado no enredo. O país vive uma ditadura há 35 anos, sob o comando de Teodoro Obiang Nguema Mbasogo. O presidente da escola negou que o patrocínio tenha sido de R$ 10 milhões, mas não informou o valor que foi repassado a escola. Ele defendeu a escolha do enredo, afirmando que se tratou da história de um país africano que pouca gente sabia que existia. Ele ainda afirmou que o mais importante era o carnaval, que o regime ditatorial do país é algo que os compete.