Publicado em: sábado, 08/12/2012

Baterista do Metallica e co-fundador do Napster se unem depois de batalhas sobre música

Baterista do Metallica e co-fundador do Napster se unem depois de batalhas sobre músicaDoze anos atrás, Lars Ulrich, que comanda a bateria da banda de rock Metallica, tinha uma batalha judicial contra a empresa Napster, que tinha um programa que fazia o compartilhamento de arquivos na rede P2P. O Napster foi fundado por Shawn Fanning, John Fanning e Sean Parke, e a guerra entre eles fez com que fãs chegassem a quebrar discos da banda, por ficaram bastante decepcionados com a atitude do grupo.

Porém, o tempo faz as coisas mudarem. No ano de 1991, a banda Metallica fazia a venda de um número superior a 14 milhões de cópias apenas nos Estados Unidos, porém o último disco da banda, teve pouco mais de 2 milhões de vendas. A banda que era contra a distribuição de músicas pela rede online, agora está no iTunes e no Spotify.

Foi isto que fez com que houvesse a cena que era impensável há 12 anos. O baterista esteve junto de Sean Parker, que era co-fundador do Napster e agora é um investidores do Spotify, durante uma coletiva à imprensa em que o CEO Daniel Ek, fez o anuncio de novidades e mostrou que a marca tem 5 milhões de assinantes, sendo mais de 1 milhão nos Estados Unidos apenas em 2012.

Durante a coletiva, Lars falou sobre os dias em que havia a perseguição contra o Napster, e fez o comentário sobre a influência do empresário da banda na época deste processo e deu uma amenizada na história. Ele disse que na época eles eram mais jovens, e inclusive talvez fossem mais ignorantes. Já Parker, concordou e disse que a imprensa exagerou sobre à rivalidade existente entre eles.

A alteração nesta atitude da banda é parte dos novos negócios do Metallica. No fim do mês passado, eles fizeram anúncio que lançariam uma gravadora própria, a Blackened Recordings, que é resultado de uma negociação feita no ano de 1994 junto à antiga gravadora, Warner Music Group. Como tem direitos sobre tudo que produzem, agora a badna procura por mercados novos.

O streaming paga pouco para cada artista, porém o CEO do Sportify afirmou que vai procurar resolver isto brevemente, porém tem bastante dinheiro. Hoje em dia o Spotify tem o gasto de US$ 500 milhões apenas com direitos autorais.