Publicado em: quarta-feira, 29/02/2012

Banco Central seguirá acumulando dólares, segundo Tombini

Segundo informações fornecidas pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, a instituição deve continuar com a tarefa de acumular reservas internacionais. Tombini falou sobre o assunto em audiência pública no Senado, durante o dia de ontem (28) e assegurou que o BC tem como política explícita a acumulação de reservas em longo prazo.

Na segunda-feira (27), as reservas internacionais chegaram ao valor de US$ 355,438 bilhões. O BC tem feito, durante os dois últimos meses, várias operações de compra de dólar, para conter a queda da moeda em relação ao real. O objetivo da movimentação é elevar o saldo das reservas internacionais e, principalmente, evitar a valorização do real.

A prioridade do governo neste momento, segundo o presidente do Banco Central, é a redução do spread bancário. Trata-se da diferença entre taxa de captação de recursos pelos bancos e aquela cobrada pela instituição aos clientes que fazem empréstimos. Tombini ressaltou que essa é uma determinação da presidente e que o governo tem possibilidade reduzir o spread no país.

Tombini ressalta medidas do governo para reduzir o spread

De acordo com Tombini algumas medidas do governo têm contribuído para isso. A primeira delas é a aprovação do cadastro positivo que melhora a qualidade das informações a respeito dos bons clientes bancários.

Outra medida ressaltada pelo presidente da entidade é a redução do limite na quantidade de operações de crédito registradas no Sistema de Informações de Crédito (SCR) do BC. Hoje esse procedimento é feito apenas para operações mais elevadas que sejam acima de R$ 5 mil, mas a partir de 30 de abril valerá também para clientes com operações totais a partir de R$ 1 mil por instituição financeira.

Tombini também destacou o surgimento da Central de Cessões de Crédito (C3), que tem por objetivo registrar as compras e vendas de carteiras de crédito entre bancos. Esse processo, segundo ele, contribui para aumentar a competição entre instituições bancárias e, consequentemente, deve ter impacto na redução do spread.