Publicado em: sábado, 15/06/2013

Banco central aponta que economia do segundo trimestre está em alta

Banco central aponta que economia do segundo trimestre está em altaO segundo trimestre começou com expansão da economia do Brasil. Isto é o que apontou o Banco Central na sexta-feira, dia 14, quando divulgou indicador de atividade em que é verificada alta de 0,84% no mês de abril, em comparação com março. Embora o índice mostre evolução, ainda não é o suficiente para se poder afirmar que a recuperação acontece de forma consistente.

O valor correspondente a abril do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), mostrou que ocorreu desaceleração se comparado com o resultado do mês de março, quando a evolução mensal foi de 1,07%,.

A partir dos resultados obtidos, José Francisco Gonçalves, que é economista-chefe do banco Fator diz que os índices do mês de abril do IBC-Br apresenta expectativa de que o PIB neste segundo trimestre seja melhor do que foi registrado nos primeiros três meses do ano.

Em comparação com o mês de abril do ano passado, o IBC-Br – que dá sinais a respeito do Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 4,85%. No acumulado dos últimos 12 meses, o aumento chega a 1,66%.

Um dos fatores que contribuíram para o aumento do IBC-BR foi o desempenho positivo do varejo e da indústria, que recuperaram seu desempenho no mês de abril. Em abril, o setor industrial teve sua produção aumentada em 1,8% em comparação com maio, alcançado assim dois meses consecutivos de evolução. Já as vendas no setor do varejo cresceram 0,5% no mesmo período, conforme mostrou levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Octavio de Barros, que é diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, acha que o índice alcançado pelo IBC-Br mostra que a economia está em processo de aceleração neste segundo semestre. Ele diz que é esperado aumento de 0,9% no segundo trimestre, depois do aumento de 0,6% no primeiro trimestre.

Devido o desempenho abaixo do esperado na indústria e no consumo dos brasileiros, economistas apontam que, embora o governo adote medidas de estímulo à economia, o PIB não chegará aos 3% neste ano, devendo ficar, entre os mais otimistas, em 2,5%.