Publicado em: terça-feira, 28/10/2014

Austrália não concede visto para pessoas que sejam de países que foram afetados pelo ebola

Austrália não concede visto para pessoas que sejam de países que foram afetados pelo ebolaNesta terça-feira a Austrália recebeu críticas que partiram de especialistas em saúde e também de integrantes da defesa dos Direitos Humanos após tomar a decisão de não conceder visto para pessoas que sejam da África Ocidental, que foi atingido pelo surto de ebola, com isto a Austrália passa a ser pioneira, dentre as nações ricas, a impedir que pessoas vindas dessas regiões entrem no país.

Apesar de terem sido detectados alguns casos suspeitos da doença, na Austrália não foram registrados casos efetivos de contaminados pelo ebola, o Ministro Tony Abott até o presente momento resiste em mandar profissionais da área de saúde da Austrália, para os países africanos que foram acometidos pelo surto de ebola, para que auxiliem no combate à doença.

Para especialistas a decisão tomada de impedir que pessoas da Guiné, Serra Leoa e também Libéria entrem na Austrália teve motivos políticos eles ainda consideram que esta decisão foi “míope”, apesar de o governo do país alegar que esta medida foi tomada como precaução e que teve a necessidade de acontecer.

Segundo Scott Morrison que é Ministro de Imigração, o governo tem um controle rígido para que pessoas que venham dessa região entrem na Austrália, por meio do Programa de Imigração da África Ocidental, que com esta decisão foi suspenso, de acordo com Morrison assim como o programa de imigração, após esta decisão, também está suspenso o programa humanitário para países que foram atingidos pelo surto de ebola, o que significa que vistos não estão sendo concedidos a estes países acometidos pela doença.

A propagação do ebola em meio a países da África Ocidental teve início no mês de março deste ano, e desde então matou em torno de 5 mil pessoas, sendo a grande maioria das vítimas de países da África Ocidental, segundo o professor do Instituto de Doenças Infecciosas e de Biossegurança da Universidade de Sydney, Adam Kamradt-Scott o perigo para Austrália é pequeno por conta de o país ser isolado geograficamente.

Para Adam a decisão tomada no país é estritamente política, já que há poucos fatos científicos e razões médicas que justifiquem esta decisão, segundo o professor este é o tipo de política que inicia interferências em soluções de saúde pública que tenham eficácia.