Publicado em: quarta-feira, 16/01/2013

Auditoria aponta desvios em obras de ex-assessor de favorito para presidência da Câmara dos Deputados

Auditoria aponta desvios em obras de ex-assessor de favorito para presidência da Câmara dos DeputadosA Controladoria-Geral da União (CGU) afirma que a empresa de responsabilidade do ex-assessor do deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) obteve benefícios com licitações que estavam dirigidas para atender obras superfaturadas em três cidades do Estado do Rio Grande do Norte.

A Bonacci Engenharia que conta com o sócio Aluizio Dutra de Almeida, que está trabalhando desde 1998 junto a Henrique Alves, que é o favorito para ser eleito presidente da Câmara no próximo mês.

Almeida saiu do cargo na segunda-feira (14) depois de ser apontado que a Bonacci ganhou recursos com emendas parlamentares de Henrique Alves, fora ter recebido verbas do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), que é um órgão de controle do peemedebista.

Estas conclusões da Controladoria do caso da Bonacci estão em uma ampla auditoria realizada pelo CGU sobre o controle do governo do país de dezenas de convênios com o Dnocs.

O trabalho mostrou prejuízos de R$ 192 milhões em construções o que gerou a saída de Elias Fernandes da direção geral do departamento durante o mês de janeiro de 2012. Fernandes e o seu sucessor tiveram indicações por Henrique Alves.

Conforme a CGU, a Prefeitura da cidade norte-rio-grandense de Alto do Rodrigues apontou que a Bonacci assumisse um convênio no valor de R$ 630 mil junto do Dnocs para construção de 40 moradias.

Os auditores dão atenção para o fato de que a prefeitura desclassificou as cinco empresas concorrentes e apenas a Bonacci recorreu desta decisão. Desta maneira pode apresentar a sua proposta que foi aceita. Segundo a CGU, esta proposta estava descumprindo itens presentes no edital.

Já na cidade de Coronel Ezequiel, os auditores da controladoria afirmam que ocorreu superfaturamento no valor de R$ 49,3 mil em um contrato de R$ 142 mil da empresa que o ex-assessor Henrique Alves assumiu para que construísse barragens. Existem elementos que afirmem que ocorreu favorecimento para a empresa, aponta a controladoria.

A investigação ainda afirma que houve direcionamento para a contratação da Bonacci para que tocasse obra do Dnocs com o valor de R$ 420 mil em São João do Sabugi. Lá os auditores acharam sobrepreços que somados chegam a R$ 55,7 mil em serviços que foram prestados, em construções de barragens.