Publicado em: quarta-feira, 09/05/2012

Audiência de motoboy acusado de matar a cunhada é retomada

Na tarde desta quarta-feira (9) o Tribunal de Justiça de São Paulo retomará a audiência de instrução referente ao caso Bianca Consoli de modo a decidir se o motoboy Sandro Dota, será levado a júri popular pelo crime. O réu é acusado de assassinar a cunhada, então universitária de 19 anos, por asfixia na residência dela, no dia 13 de setembro do ano passado.

Essa parte do processo antecede um eventual julgamento e irá ser retomada às 13h30, no Fórum da Barra Funda, localizado na Zona Oeste de São Paulo. A expectativa é de que oito testemunhas, incluindo defesa e acusação, sejam ouvidas. De acordo com a quantidade de pessoas, espera-se que a audiência termine durante a noite. Sendo assim, ela vai ser remarcada pela segunda vez, data em que ocorrerão os depoimentos da defesa, além do interrogatório do acusado.

Apenas depois disso e dos debates entre os advogados de defesa e o Ministério Público, o juiz Domingos Parra Neto, do 4º Tribunal do Júri, irá decidir se o réu será levado a julgamento, não levado a julgamento por falta de provas ou absolvido sumariamente. A audiência teve início em 2 de abril, porém por causa do número de testemunhas, a audiência não foi concluída. Ao todos são 24 testemunhas, 8 da acusação e 16 da defesa. Dessas, apenas quatro testemunhas de acusação foram ouvidas.

Entenda o caso

Dota, de 40 anos, está detido preventivamente desde o dia 12 de dezembro de 2011. Ele nega que tenha cometido o assassinato. Bianca era irmã da mulher dele, Daiane Consoli Dota. A hipóetese é de que o crime tenha motivação sexual, pois a vítima estaria sendo assediada pelo acusado.

Dota foi denunciado pela promotoria por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil, através de um meio cruel, além de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Segundo o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o motoboy entrou na casa da vítima e matou a cunhada usando uma sacola plástica enfiada em sua boca. O laudo da Polícia Técnico Científica indicou que debaixo das unhas de Bianca havia pele, demonstrando que ela tentou se proteger. Exame de DNA provou que o material genético encontrado na vítima é compatível com o sangue da calça usada pelo acusado no dia do assassinato.