Publicado em: quinta-feira, 07/08/2014

Ativistas presos em São Paulo podem deixar a cadeia até a próxima sexta-feira

Ativistas presos em São Paulo podem deixar a cadeia até a próxima sexta-feiraO Ministério Público estadual comunicou sua decisão sobre o laudo técnico em que fica provado que os dois ativistas presos em São Paulo, sob a suspeita de estarem portando explosivos, na verdade não estava com artefatos no momento em que foram presos, a 10ª Vara Criminal da Capital ficou sabendo da conclusão nesta quarta-feira.

O laudo deve esclarecer, se para a promotoria, que investiga o caso, o fato de o professor de inglês Rafael Marques Lusvarghi e também o funcionário da Universidade de São Paulo e de Fabio Hideki Harano não estarem portando explosivos, faz com que a acusação que pesa sobre eles de que seriam de um grupo de pessoas que se organizavam para cometimento de crimes, se torna mais frágil, contudo nem o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado que está acompanhado o caso passou informações sobre o parecer do caso.

Com isso a Justiça agora tem um período de 48 horas, que passam a ser contados a partir desta quarta-feira, para que o parecer emitido sobre o caso seja analisado, assim como também analisar o pedido que o advogado que defende Fábio Hideki fez para que seja reconsiderada a liminar que respondeu negativamente ao pedido de habeas corpus de ambos que estão presos.

O envio do laudo para o Ministério Público aconteceu posteriormente ao advogado de defesa de Fabio ter entrado na Justiça solicitando que fosse realizada a reconsideração do pedido de habeas corpus feito por ele e que foi negado, esta posição foi tomada pela defesa depois de o laudo ser concluído.

A Polícia Civil declarou que no momento em que Fábio e Rafael foram presos, ambos tinham consigo explosivos, a prisão foi efetuada em flagrante, além disso os dois também tiveram acusação de associação criminosa, já que para a Polícia os dois seriam líderes do grupo Black Blocks.

Além deste recurso que está na 10ª Vara Criminal, um outro está no Tribunal de Justiça e este também pode fazer com que os dois jovens sejam libertados, sendo assim qualquer um dos dois pedidos realizados que receber uma decisão positiva já basta para que os dois ativistas sejam libertados.