Publicado em: segunda-feira, 16/01/2012

Atendimento a troca de próteses de silicone adulteradas será definido nesta semana

O Ministério da Saúde e as demais sociedades médicas devem se reunir nesta semana para chegar a um acordo sobre como será o atendimento a todos os pacientes que receberam próteses de silicone adulteradas, das marcas Rofil e Poly Implant Prothese (PIP). O ministro da Saúde, Alexandre Padilha já defendeu que o atendimento deverá ser realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e também pelos planos de saúde. Os médicos que atuam na rede particular estudam a proposta de chamar o paciente para uma avaliação inicial sobre o estado da prótese, comentou vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Luciano Chaves.

Na primeira avaliação, o paciente será submetido a um exame ultrassonográfico para observar o estado da prótese, se aprese ruptura ou não. Nos casos que não for possível uma primeira avaliação completa, poderá ser feito uma ressonância magnética. Na avaliação de Chaves, na maioria dos casos ;e possível ter uma imagem apenas com o ultrassom. “Se houver ruptura, a paciente já vai ser encaminhada para a cirurgia”, comentou.

A estimativa é que 12,5 mil mulheres receberam as próteses da marca RIP e outras 7 mil da Rofil. Ambas as marcas são sendo acusadas de terem utilizado silicone industrial ao invés do médico para a produção da próteses. Este tipo de material apresenta maior risco de rompimento, o que pode causar sérios problemas à saúde.

As autoridades de saúde e os médicos da área recomendam que a prótese seja substituída somente se apresentar ruptura ou risco de se romper. Para os pacientes que apresentam implantes em bom estado, é recomendado que passe apenas por monitoração.