Publicado em: segunda-feira, 17/03/2014

Atendimento a pacientes com problemas renais crônicos tem novas regras ditadas pelo Ministério da Saúde

Atendimento a pacientes com problemas renais crônicos tem novas regras ditadas pelo Ministério da SaúdeO Diário Oficial da União da última sexta-feira apresentou a publicação de uma portaria do Ministério da Saúde, na qual é determinada a ampliação do atendimento de serviços de nefrologia a pacientes com doença renal crônica (DRC) em estágio inicial de desenvolvimento. Para a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), presidida por Daniel Rinaldi dos Santos, tal avanço gera maior chance de acompanhamento dos pacientes em um momento bastante favorável às ações de combate ao problema, antes que ele gere maiores complicações.

Segundo Rinaldi, a maioria dos pacientes hoje em dia é encaminhada aos especialistas já em estágio grave da doença, precisando passar por diálise. O presidente da SBN ainda salientou que, muitas vezes, pacientes em estágio inicial de DRC passam pelas unidades básicas de saúde, mas não têm o mal identificado e, quando há o diagnóstico, não há para onde o enfermo ser encaminhado pela unidade.

Com a nova portaria do Ministério da Saúde, porém, pacientes diagnosticados em estágios iniciais de doença renal crônica receberão acompanhamento ambulatorial, e ainda terão a oportunidade de realizar exames periódicos, para o acompanhamento da evolução do quadro da doença.

Pacientes pegos de surpresa

A SBN registra que pelo menos 70% do total de pacientes que passam por diálise sequer sabiam que sofriam de doença renal crônica. Há até mesmo casos mais graves, em que a pessoa, ao descobrir a DRC, já é encaminhada para a fila do transplante de rim.

A portaria cria ainda a Unidade Especializada em DRC. Esta unidade poderá ser instalada em ambulatórios ou consultórios, e servirá para realizar o acompanhamento de pacientes em estágio avançado da doença, por uma equipe composta por médico nefrologista, psicólogo, assistente social e nutricionista.

Daniel Rinaldi dos Santos ainda enfatizou que a doença renal crônica é causada principalmente por hipertensão e diabetes, e afeta 15 milhões de brasileiros. Ela causa mau funcionamento dos rins, órgão responsável por “filtrar” o sangue, removendo impurezas.