Publicado em: terça-feira, 21/05/2013

Ataques violentos deixam ao menos 65 pessoas mortas no Iraque

Ataques violentos deixam ao menos 65 pessoas mortas no IraqueVários ataques contendo explosões contra alvos xiitas e do governo do primeiro-ministro Nouri al Maliki do Iraque fez com que ao menos 65 pessoas morressem durante as últimas 24 horas no País. Estas explosões ocorreram depois de uma semana violenta que deixou mais de 150 pessoas mortas.

Os ataques utilizaram homens armados e bombas que ocorrem entre o ao aumento do confronto do governo xiita de Maliki, e sunitas, que é a minoria que tinha o controle do poder durante a ditadura de Saddam Hussein (1979-2003). Entre os protestos, há grupos armados agindo para que busquem retomar o controle no país.

Durante a segunda-feira (20), bairros xiitas sofreram ataques e a situação mais complicada ocorreu na capital Bagdá, que um ataque deixou 29 mortos em diversas explosões em seis bairros da capital. O pior desses ataques ocorreu em um mercado no bairro de Kamaliya, que deixou sete mortos depois de um carro-bomba explodir.

Outras 22 pessoas morreram em explosões menores em bairros de Ilaam, Diyala Bridge, Surta e Cidade Sadr, todas com grande concentração de xiitas. A região é a mesma em que ocorreu outro atentado que deixou 23 mortos na quinta-feira (16).

Na região de Basra, a 560 km de Bagdá, 9 pessoas morreram e outras 35 ficaram feridas depois de dois carros-bomba explodirem próximo a uma barraca de lanches durante a hora de almoço. Nesta mesma cidade, cinco outras pessoas morreram por causa de outro explosivo que foi detonado em um terminal de ônibus.

Já na noite deste domingo (19), homens mataram a tiros 22 policiais da Província de Anbar, no oeste do Iraque, que conta com maioria sunita, dentre eles, 12 tinham sido sequestrados por criminosos durante o sábado (18) em uma operação na cidade de Ramadi.

A 120 km do local, dez outros policiais foram mortos, também a tiros, em um posto de controle dos criminosos. Nenhum grupo chegou a assumir a autoria dos ataques até este momento, porém a grande suspeita é de que estajam associados com movimentos radicais sunitas, como por exemplo a rede terrorista Al-Qaeda.