Publicado em: quinta-feira, 08/03/2012

Argentina quer mais investimentos da Petrobras

Segundo Edison Lobão, ministro de Minas e Energia, a presidente Cristina Kirchner quer que a Petrobras faça mais investimentos na Argentina. Para negociar os investimentos no país vizinho, Lobão se reunirá com o ministro argentino, Júlio de Vido e com Maria das Graças Foster, que é presidente da Petrobrás. O encontro será em Brasília, daqui a duas semanas.

Cristina Kirchner quer novas parcerias energéticas num momento crítico para a Argentina. O governo deseja manter um superávit de, pelo menos, US$ 10 bilhões mesmo com a crise econômica mundial. No entanto, terá que pagar US$ 7 bilhões com energia para as indústrias. Este valor equivale o triplo gasto em 2011. Embora a Argentina seja conhecida como produtora e exportadora de energia, no ano passado o país começou a importar devido ao crescimento acelerado da economia. Desde 2003, a economia argentina tem apresentado em média 7% de crescimento anual.

Na quarta-feira logo após se encontrar com Lobão, Júlio de Vido disse durante coletiva de imprensa que seu país pretende começar uma nova relação com a empresa brasileira de petróleo, com o objetivo de melhorar a produção nos estados petroleiros. Segundo Lobão, há possibilidade de investimento da empresa no país vizinho, podendo ser tanto com a abertura de postos de combustíveis como na participação da YPF-Repsol. O ministro brasileiro disse que os detalhes serão tratados no encontro em Brasília, com a presença da presidente da Petrobras.

Lobão encontrou-se no mês passado com o ministro argentino para abrir o processo de licitação para construir mais duas hidrelétricas binacionais. Elas serão feitas no Rio Uruguai, entre a Argentina e o estado do Rio Grande do Sul. Está previsto para hoje (8), a divulgação dos nomes das empresas vencedoras das licitações. As obras tem previsão de início para daqui 20 meses. A usina Garabi terá 1.152 megawatts e a de Panambi1.048. De acordo com Lobão, serão investidos de US$ 4,2 bilhões a US$ 4,8 bilhões para a construção das duas usinas.