Publicado em: segunda-feira, 27/02/2012

Área com soja transgênica chega a 70% da safra no Mato Grosso

Em 2011 cresceu o tamanho da área destinada à soja transgênica em Mato Grosso. Na safra 2011/2012 os Organismos Geneticamente Modificados ocuparam aproximadamente 70% dos 6,98 milhões de hectares de plantação no estado. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estima que foram semeados 4,9 milhões de hectares. Na safra de 2010/11, a soja transgênica estava em 57% das plantações, chegando a 3,7 milhões de hectares.

De acordo com o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do estado (Aprosoja), Carlos Fávaro, a utilização da soja transgênica tem por objetivo aprimorar o desempenho da produção. A produção transgênica traz avanços que a soja tradicional não permite, segundo ele. Para Fávaro, esse aumentou é natural e isso vai garantir o acesso ao alimento. Atualmente, Mato Grosso é o estado campeão na produção do grão e, nesta safra, os agricultores devem introduzir mais de 22,1 milhões de toneladas no mercado.

MT acompanha cenário brasileiro

O crescimento da produção de soja transgênica em Mato Grosso é resultado da evolução do cenário brasileiro. Em todo o país, a produção apresentou evolução em 2011. Foram 20% a mais, totalizando uma plantação de 30,3 milhões de hectares. Segundo o Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA), foram 20,6 milhões de hectares de soja, 9,1 milhões de hectares de milho e 600 mil hectares de algodão.

Para Ricardo Sousa, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange), dois fatores explicam esse avanço da produção transgênica: a falta de sementes convencionais e a busca do produtor pelo aperfeiçoamento da lavoura.

Apesar do aumento da produção transgênica em todo o país, é preciso ressaltar que os produtores das culturas convencionais obtêm vantagens ao não precisar pagar royalties pelo uso das sementes. Segundo Karin Kaechele, coordenadora adjunta do Instituto Centro de Vida em Mato Grosso (ICV), é preciso ter cautela com a evolução, pois há o risco de não se ter a opção não transgênica no mercado nos próximos anos.