Publicado em: terça-feira, 16/07/2013

App Helmis arrecada R$ 330 mil em dois dias

App Helmis arrecada R$ 330 mil em dois diasEm tempos de espionagem em massa pelo governo norte-americano, os desenvolvedores estão motivados ao movimento cypherpunk. A cada dia, novas ideias de criptografar aplicativos, programas, meios de comunicação e outros mais. Para que a mensagem seja visualizada somente entre o remetente e o destinatário – sem experimentar a sensação do Big Brother – o ex-cofundador do Pirate Bay, Peter Sunde, promete criar uma opção mais confiável que o WhatsApp – aplicativo popular para envio de mensagens por celular, sem custo de SMS.

A alternativa para o Viber e WhatsApp parece já estar em desenvolvimento. A primeira iniciativa era arrecadar dinheiro por meio de crowdfunding – sites, como o Kickstarter, onde o usuário faz doações livremente, se julgar o projeto interessante. Cada usuário costuma doar 100 dólares, às vezes mais, outras menos. Quanto mais colabora, mais benefícios ganha – antes do programa chegar à versão final.

Os primeiros 100 mil dólares foram alcançados logo no segundo dia de campanha, que teve início em 9 de julho. O montante arrecadado até sexta (12) é equivalente a 151 mil dólares, ou R$ 333 mil, em moeda digital bitcoin. Mais de 10 mil pessoas doaram.

O aplicativo que Sunde quer desenvolver em parceria com outros dois profissionais se chama Hemlis. Garantirá privacidade aos interlocutores, afirmam os criadores. Dessa forma, mesmo que queiram, entidades governamentais, ou outros espiões – como os próprios desenvolvedores – não poderão visualizar o conteúdo, a não ser que sejam participantes da conversa.

Os programas serão direcionados para sistemas operacionais Android e Ios, com versões em outras plataformas. Não há previsão para a conclusão do projeto.

Os usuários parecem bem interessados em apoiar desenvolvedores de livre iniciativa. Grandes corporações, como a Microsoft, Apple, Facebook, Yahoo, entre outras, ainda sofrem com a exposição do jornal britânico The Guardian, entre outros, que revelaram o envolvimento nos programas de espionagem do PRISM, no mês passado.