Publicado em: sexta-feira, 16/05/2014

Após um Europeu conseguir o direito de “esquecimento”, pedófilo aciona Google para que notícias sobre ele sejam retiradas do ar

Após um Europeu conseguir o direito de “esquecimento”, pedófilo aciona Google para que notícias sobre ele sejam retiradas do arLogo Após o Tribunal Europeu dar ganho de causa a uma pessoa que entrou na Justiça contra o Google, por ter julgado que as pessoas devem ter o direito de ter seus dados esquecidos, muitos outros casos surgiram, solicitando para que o site de pesquisa retirem notícias e imagens que contenham o nome desses solicitantes.

O ganho de causa do Europeu foi justificado, porque segundo a Justiça, o Google deve ter um mecanismo de proteção e controle desses dados dos usuários em questão, portanto eles tem condições para atender a essas solicitações de retirada de conteúdo do ar.

Com essas notícias circulando mais pessoas se sentiram no direito de recorrer à Justiça para que conteúdos relativos a elas sejam retirados do ar, dentre elas um pedófilo, que foi detido pela polícia com posse de material pornográfico, dentre imagens e vídeos, de menores de idade.

Além desse pedófilo outros casos surgiram, dentre eles, um médico que solicitou que todas as opiniões não favoráveis a ele sejam retiradas do ar e também um político que deseja ter sua reeleição e quer que notícias a respeito de sua conduta enquanto ainda estava de posse do cargo, sejam retiradas do ar.

Com a decisão da Justiça Europeia, uma brecha foi aberta para novos casos surjam, com isso o Google deverá enfrentar ainda muitos processos como estes citados acima, mas até onde irão os direitos que as pessoas tem para solicitar com que esses conteúdos sejam retirados do ar, alguns concordam com o Tribunal Europeu e muitos não, já que justificam que com essa decisão o número de solicitações para retirada de dados da rede será infinitamente grande.

Questionada sobre a decisão do Tribunal Europeu a empresa Google preferiu não se pronunciar, um porta voz da empresa apenas declarou que a decisão deixou os responsáveis pelo site “desapontados”, à respeito desses novos pedidos o Google não forneceu nenhuma informação ou declaração sobre o caso.