Publicado em: segunda-feira, 27/01/2014

Após um ano da tragédia na Boate Kiss, familiares prestam homenagem à vítimas

Familiares prestam homenagem à vítimas da Boate KissFamiliares, amigos, pessoas solidárias e sobreviventes, participaram na madrugada de hoje de uma vigília onde várias homenagens foram prestadas às vítimas do incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria, no estado do Rio Grande do Sul. Os participantes escolheram o mesmo horário que a tragédia aconteceu para realizar a vigília. Naquela madrugada, 242 pessoas morreram.

O incêndio ocorreu depois que um integrante da banda que fazia um show no local acendeu um artefato pirotécnico, que acabou atingindo o telhado da casa noturna, provocando o acidente. A maioria das pessoas morreram em poucos minutos asfixiada.

Para homenagear cada vítima, 242 corpos foram pintados no asfalto onde estão os escombros da boate. Além disso, o mesmo número de velas espalhadas sobre um coração que foi desenhado no chão. Cada familiar que estava representando as vítimas acenderam as velas, deixando-as acessas até derreteram e apagarem, para representar as vidas que se extinguiram. Durante a vigília, também houve orações e discursos rápidos de alguns participantes, que sempre pediam justiça e punição para aqueles que tiveram alguma responsabilidade pelo acidente, tanto por omissão ou por ação. As três horas, uma sirene foi tocada e um locutor, que estava com o volume no último, pediu para a cidade ter solidariedade para se fazer justiça, pedindo então em um grito para Santa Maria acordar.

No maior tempo do ato, amigos, irmãos e pais se lembravam das vítimas abraçados um ao outro, vestindo camisetas e exibindo cartazes com os nomes delas. Na tarde de hoje, uma série de coisas devem acontecer, entre elas, cultos religiosos e no mínimo uma manifestação pública.

Segundo informações do grupo que organizou o protesto, nomeado Movimento Santa Maria do Luto, declarou nas redes sociais que o principal objetivo da ação é acabar com o silêncio e relembrar a população da cidade que já se passou um ano, mas nenhuma justiça foi feita.