Publicado em: quarta-feira, 04/06/2014

Após determinação do Tribunal Regional do Trabalho frota de ônibus em São Luís volta a circular após oito dias de greve

Após determinação do Tribunal Regional do Trabalho frota de ônibus em São Luís volta a circular após oito dias de greveMotoristas e cobradores de São Luís decidiram manter a greve que já dura oito dias, porém nesta quarta-feira eles resolveram atender as solicitações impostas pelo Tribunal Regional do Trabalho, por isso na manhã de hoje a cidade conta com 70% da frota de ônibus disponíveis para utilização.

No decorrer destes oito dias de paralisação a paralisação foi total e 100% da frota de coletivos permaneceu parada, com a determinação do Tribunal Regional do Trabalho nesta quarta-feira, a frota de coletivos em circulação em São Luís é composta por 564 ônibus, de acordo com informações do Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários do Maranhão, Gilson Coimbra.

De acordo com Gilson a decisão foi tomada após eles terem tido uma reunião com a Prefeitura e o órgão solicitou ao Sindicato de que a quantidade mínima de ônibus pudesse voltar à circular, de acordo com Gilson a frota que foi colocada em circulação representa 70% sobre o número total de coletivos que estão disponíveis para fazer o transporte na cidade, que atualmente é composta por 806 veículos em sua totalidade.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito a frota de veículos existente são de 840 veículos no total, esses dados foram confirmados também pelo Sindicato das Empresas de Transportes e Passageiros, porém dessa conta os rodoviários em greve desconsideram os coletivos que estão quebrados e também aqueles que são colocados para reserva, por esse motivo é que a porcentagem da frota em circulação é de 70% do total de 806 veículos, de acordo com o Sindicato.

A paralisação teve início no dia 22 do mês de maio e mais de 700 mil passageiros foram afetados, já que a paralisação foi de 100%, aos usuários de transporte público não restou outra alternativa a não ser utilizar transportes clandestinos.

Os grevistas reivindicam aumento de salário de 9% e reajuste também nos valores de vale alimentação de 40%, com isso o vale alimentação passaria ao valor de R$ 500 e além disso eles solicita também diminuição na carga horária e atualmente é de 7h20 diariamente e eles pedem para que seja reduzida para 6h diárias, os grevistas também querem inclusão de dependentes no plano de saúde e pedem para que seja feito também o plano odontológico.