Publicado em: terça-feira, 18/03/2014

Apesar de manter ritmo de recuperação, economia mundial não favorece emergentes segundo Mantega

Apesar de manter ritmo de recuperação, economia mundial não favorece emergentes segundo MantegaAnalistas financeiros confirmam o que já era noticiado há várias semanas na imprensa especializada: a economia mundial está em processo gradativo de recuperação, especialmente nos países mais avançados. Porém, segundo o ministro da Fazendo, Guido Mantega, esta recuperação ainda não acontece em ritmo suficiente para alavancar uma arrancada em países em desenvolvimento.

Para o ministro, a situação é mais preocupante na China, e isso pode influenciar diretamente no Brasil, que tem no país oriental seu principal parceiro comercial. Mantega ainda disse que a volatilidade das reduções de estímulo exigem ajustes à economia mundial, porém as principais economias já conseguiram reverter os prejuízos no corte de incentivos vindos do banco central dos Estados Unidos.

Mantega também mandou um recado nas entrelinhas para os Estados Unidos, salientando a necessidade de uma reforma profunda e eficiente do Fundo Monetário Internacional (FMI), possibilitando assim novas injeções de verbas em países que estejam passando por recessões e outros problemas, como no caso da Ucrânia.

Medidas próprias

Além do Brasil, Rússia e China são outras grandes nações entre os emergentes já demonstraram publicamente a insatisfação contra a lentidão do Congresso dos EUA em proporcionar uma série de reformas para que o FMI volte a funcionar de maneira eficiente.

Por sua vez, o Tesouro norte-americano declarou ter como prioridade a revitalização das funções do Fundo Monetário Internacional, uma das principais preocupações de Barack Obama. Porém, se estas ações mais efetivas não forem ratificadas até abril, uma união entre Brasil e outras potências em emergência poderia explorar formas de realizar a reforma.

A equipe de governo de Obama tem buscado meios de amenizar o problema e viabilizar mudanças no financiamento do FMI. Para isso, alterações devem ser realizadas no conselho de administração do Fundo, tornando a China o terceiro maior membro, e dando maior influência a economias como da Índia e Brasil.