Publicado em: quinta-feira, 26/07/2012

Apenas 2% dos motoboys tem curso exigido pela nova lei

A partir do próximo dia 4 de agosto começa a valer na cidade de São Paulo a nova lei que regulamenta o serviço de motoboy na cidade, que agora passará a ser chamado de motofretista.

Para que o motociclista possa exercer a profissão, ele precisa atender a diversas exigências como, por exemplo, fazer um curso para se capacitar, solicitar a segunda via da sua Carteira Nacional de Habilitação que venha com a informação de que ele é um motofretista. Além disso, é preciso que o ele solicite junto ao Departamento de Transportes Públicos, o DTP, que emita um documento chamado de Condumoto, que é um tipo de carteira profissional voltada para esta categoria. Por último, o novo motofretista precisa ainda fazer alterações na sua motocicleta conforme o que exige o Conselho Nacional de Trânsito e fazer a utilização da placa vermelha.

Vale lembrar ainda que as motocicletas utilizadas pelos motofretistas terão que ser brancas, mas essa mudança poderá ser feita até o mês de novembro de 2013. Além disso, elas não poderão ter mais do que oito anos de fabricação e contar ainda com itens que visam a proteção do motociclista. Só depois de cumprir todas essas exigências é que os motoboys conseguirão a licença e poderão exercer a profissão de motofretista.

No entanto, faltando dez dias para a nova lei entrar em vigor, apenas 2% dos motociclistas da cidade de São Paulo já fizeram o curso de capacitação, que é o primeiro passo que precisa ser dado para aqueles que querem se tornar um motoboy profissional. As vagas ofertadas para os cursos que terminam antes da nova lei são poucas, quando existem. Mesmo assim, com todas as exigências, a grande parte dos motoboys não conseguirão atender a todas as exigências em tempo hábil.