Publicado em: sexta-feira, 16/05/2014

Anvisa pode alterar o sistema de importação de medicamentos à base de maconha

Anvisa pode alterar o sistema de importação de medicamentos à base de maconhaA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalia a possibilidade de até o fim de junho, alterar o sistema de importação de medicamentos que possuem o canadibiol, uma substância química que é encontrada na maconha e que, de acordo com algumas pesquisas cientifícas, pode servir como medicamento para tratar doenças, até mesmo, as neurológicas. A informação foi divulgada durante uma palestra realizada em São Paulo, pelo diretor-adjunto da Anvisa, Luiz Roberto Klassmann, o evento aconteceu dentro do 4º Simpósio Internacional da Cannabis Medicinal, e o encontro tem por objetivo, discutir o assunto com especialistas das áreas médica e jurídica, compartilhar ideias e soluções para determinados casos, o evento acontecerá até o próximo sábado (17). A Diretoria Colegiada da agência que terá que aprovar a decisão que for tomada durante uma reunião que irá ocorrer até o fim deste semestre, se for aprovada, não haverá mais restrição aos brasileiros que tenham em mãos a prescrição médica a conseguir comprar qualquer medicamento que tenha em sua composição o canabidional. A partir disso, será possível entrar no país legalmente com o produto ou fazer encomendas.

Eficácia da droga

Hoje, esses medicamentos são proibidos para fins terapêuticos e estão inseridos em uma lista do órgão de Vigilância Sanitário, e não é possível comprar o medicamento, exceto se houver uma autorização para importação somente pelo próprio diretor da agência. De acordo com Klassmann, o fato de retirar o canabidiol da lista de uso proscrito e sua reclassificação como substância somente com controle especial – receita médica de duas vias -, se deu, porque mesmo com as contradições, já foi comprovado que de fato, a substancia da droga pode ser benéfico se usado com responsabilidade e para uso terapêutico. O diretor da Anvisa diz que a mudança deve ser aprovada pela “diretoria colegiada”.