Publicado em: quinta-feira, 08/05/2014

Anvisa determina a suspensão de 14 marcas de tintas de tatuagem

Anvisa determina a suspensão de 14 marcas de tintas de tatuagemNessa terça-feira (6), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou que fossem suspendidos 14 marcas de tintas de tatuagem. Essa decisão foi publicada no Diário Oficial da União e tem ligação com uma operação que foi iniciada em janeiro pela Anvisa. No períodos dessa inspeção de caráter nacional, os Centros de Vigilância Sanitária dos estados e do Distrito Federal analisaram se havia venda e uso de tintas e tatuagem sem registro, mediante a esta certificação de produtos nessa situação, o órgão suspendeu a importação, a fabricação, a venda, a divulgação e uso desses produtos.

Nesse caso, os produtos que são utilizados em procedimentos de pigmentação artificial que ficam sempre na pele e agora deve ter um registro obrigatório na Anvisa, segundo a Resolução da Diretoria Colegiada 55, de 2008 (RDC55/2008). De acordo com a agência, a fiscalização destes produtos continuarão acontecendo e os Centros de Vigilância Sanitária deverão enviar outros relatórios sobre o caso. As marcas de tintas que foram suspensas são: Intenze, Eternal Ink, Suprema Collors, Solid Ink, Drawing Ink 700, Extrema Magic Collors, Master Ink, Kuro Sumi, Murano, Kactus, Kokkai Sumi Ink, Infinity Tattoo Ink, Korrai Sumi Ink e Bowery Ink.

Uma outra postura por parte do órgão que também foi divulgada nessa terça-feira, foi em relação a suspensão do uso da tinta Indian Ink para tatuagens, mesmo com o registro na Anvisa, a marca é autorizada apenas pra uso em caligrafia e desenhos, não em tatuagens. Em janeiro desse anos, a Anvisa já tinha solicitado a suspensão da marca de tinta Supreme, pelos mesmos motivos.

Sem motivo

Em contraponto, o dono da marca americana Kuro Sumi, Lou Rubino, deu sua opinião sobre a suspensão por e-mail. “É terrível que ninguém informe sobre as regulamentações do Brasil ou sobre as razões pelas quais as tintas de tatuagem foram banidas. Seria bom se o governo discutisse primeiro conosco e trabalhasse conosco. Vendemos para todas as partes do mundo e parece que o Brasil é o maior problema sem razão real para isso”, afirma.