Publicado em: sábado, 19/04/2014

Antiga babá de Bernardo conta a Polícia Civil que a madrasta já tentou asfixiar o menino antes

Antiga babá de Bernardo conta a Polícia Civil que a madrasta já tentou asfixiar o menino antesEm meio a todas as investigações, mais uma pessoa foi ouvida, dessa vez uma ex-baba do menino Bernardo Uglione Boldrini, nessa quinta-feira (17), ela contou que o menino era agredido pela madrasta em novembro do ano passado, enquanto ela trabalhava na casa onde a família morava, localizada em Três Passos, na Região Noroeste do Rio Grande do Sul.

De acordo com Elaine Raber, 47 anos, o menino que a procurou para contar que tinham tentado asfixia-lo com um travesseiro. Bernardo que tinha 11 anos, foi encontrado morto na noite se segunda-feira (14), em um matagal na cidade Frederico Westphalen, cidade a cerca de 80 km de onde a família a morava. Ele já havia desaparecido desde o dia 4 de abril.

“Eu sou pobre, não tenho como me defender, como pagar advogado”

Segundo informações da Polícia Cívil, o médico Leandro Boldrini, pai do menino e a madrasta Graciele Ugolini Boldrini, e também a amiga do casal Edelvania Wirganovicz são os principais suspeitos do crime. Os três foram presos, e estão temporariamente até a decisão da justiça. A babá também conta que ao saber do que havia acontecido, fez contatos com a vó materna de Bernardo, Jussara Uglione, que mora em Santa Maria.

Assim que obteve a informação, os advogados dela chamaram o Conselho Tutelar e o Ministério Público Estadual, alguns dias depois, a diarista foi chamada para depor na Polícia Civil, mas hesitou, e acabou omitindo a agressão detalhada de Bernardo por “medo” de sofrer represálias, segundo ela. “Tinha medo do que poderia vir a acontecer depois que o Bernardo aparecesse. Se eu falasse o que ele falou sobre o travesseiro, o que aconteceu, com certeza eles viriam em cima de mim. Eu sou pobre, não tenho como me defender, como pagar advogado”, explicou a diarista.

Elaine ainda conta que, Bernardo disse ter sido surrado pela madrasta com um cabo de vassoura. A babá evitou dar detalhes sobre a tentativa de asfixiamento. “Antes eu quero falar com a delegada. Preciso contar para ela. Agora tenho certeza que o Bernardo não volta mais”, completou. Ela que é técnica de enfermagem e está atualmente trabalhando como merendeira em uma escola, diz ter trabalho na casa da família entre 2007 e 2009, quando a mãe de Bernardo ainda era viva.