Publicado em: terça-feira, 20/03/2012

ANP cria comitê para análise de vazamentos de petróleo

Novos vazamentos foram identificados na semana passada no campo operado pela empresa Chevron. O primeiro vazamento da empresa aconteceu em novembro do ano anterior.

Será criado um comitê, coordenado pela Agência Nacional do Petróleo, cuja formação será constituída por técnicos da Chevron, da Petrobras e da empresa Frade Japão Petróleo Ltda. O Ministério de Minas e Energia também participará do Comitê como observador.

A Agência divulgou uma nota na segunda-feira afirmando até o momento não existem elementos indicando uma tendência de aumento na vazão de petróleo no local. Na semana passada, sexta-feira (16), a Agência Nacional permitiu que a Chevron interrompesse a produção.

Esclarecimentos

Ainda neste dia, o presidente da empresa foi convocado para prestar esclarecimentos sobre a identificação de novos pontos de vazão. A Chevron é agora alvo de uma investigação, que tenta identificar um eventual crime contra o meio ambiente, depois do vazamento de óleo de 2011, no Campo de Frade.

A Justiça Federal proibiu, neste final de semana, que 17 executivos e funcionários relacionados à Chevron e à Transocean Brasil possam deixar o país sem o porte de uma autorização judicial.

Na nota divulgada à imprensa, a ANP declara que está acompanhando os trabalhos da Chevron desde o primeiro vazamento em novembro, e foi dessa forma, que na última semana os técnicos da Agência encontraram cinco pontos numa fissura de 800 metros, com filmagens submarinas.

De acordo com a Agência Nacional do petróleo, este grupo de acompanhamento é composto por membros da própria agência, além de funcionários do Ibama e da Marinha, que fiscalizam as medidas tomadas pela empresa responsável pelo vazamento para conter a situação. A ANP também informou que a Marinha realizará ainda hoje (20) um sobrevôo na região, como parte do monitoramento da área.