Publicado em: segunda-feira, 16/02/2015

América Latina enfrenta epidemia de obesidade

Hoje, na América Latina, são milhões de pessoas lutando contra a obesidade, que já se tornou uma epidemia que vem castigando o continente duramente, sofrendo mais que em outras áreas do mundo todo. Isso porque de acordo com números de um levantamento do Instituto de Desenvolvimento do Exterior, liberados no final do último ano, mais de 55% dos adultos na América Latina estão obesos ou ao menos acima do peso. A média mundial para o mesmo problema não passa de 35%. Esse problema vem se mostrando como algo crescente, que afeta especialmente os setores mais pobres da sociedade. Com isso, existe um risco de sobrecarga nos sistemas de saúde pública de todo o continente, o que pode acabar resultando ainda em redução dos ganhos econômicos, se considerado o problema a longo prazo.

Desde a década de 90, chegou a cair pela metade o número de pessoas que passavam fome na América Latina, passando em dezembro do último para 37 milhões, quando esse número já foi superior a 68 milhões em 1991. Ainda que a América Latina seja a única que hoje está no caminho considerado ideal pela ONU para atingir as metas sobre redução da fome, pouca atenção vem sendo dada para o combate a obesidade. Trata-se de uma doença crônica que é a que mais cresce no mundo todo atualmente.América Latina enfrenta epidemia de obesidade

A obesidade é hoje responsável pela morte anual de quase três milhões de adultos em todo o mundo. De acordo com informações do Fórum Econômico Mundial, as condições resultantes da obesidade, como doenças do coração e diabetes, por exemplo, são responsáveis por mais mortes que a fome. De acordo om um especialista da Aliança Mundial para Melhor Nutrição, o aumento rápido dos índices de obesidade representa um desafio muito grande para toda a sociedade, além de deixar um grande fardo sobre as pessoas mais afetadas, além de interferir ainda na economia e também nos sistemas de saúde pública em todo o mundo.

O México, por exemplo, vem enfrentando a mais aguda crise de obesidade no mundo, apresentando 79% da população de adultas constituída por pessoas obesas ou com sobrepeso. Isso custou a economia mexicana aproximadamente US$ 5,5 bilhões nos últimos anos. A previsão é que este gasto passe de US$ 12 bilhões, se o problema não for solucionado. Já foram introduzidas medidas para garantir melhor alimentação nas escolas em países como Colômbia, Uruguai e Costa Rica.