Publicado em: quarta-feira, 19/03/2014

AM: 13 cidades estão em alerta por conta da dengue, e 4 em risco

AM: 13 cidades estão em alerta por conta da dengue, e 4 em riscoO Ministério da Saúde divulgou um dado alarmante pata 13 cidades do Estado do Amazonas, que a partir de agora estão em estado de alerta para um surto de dengue neste ano. Além disso, outras quatro cidades correm risco de epidemia. Porém, mesmo com o índice elevado, o número de casos confirmados de dengue foi menor que o registrado no primeiro bimestre do ano passado.

A pesquisa do Ministério da Saúde é realizada em mais de 500 municípios de todo o Brasil mapeia a evolução da dengue pelo país, medindo o índice de infestação. No Amazonas, estão em alerta as cidades de Boca do Acre, Bora, Coari, Codajás, Japurá, Manacapuru, Manaus, Manicoré, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã, São Gabriel da Cachoeira e Tefé.

Estão classificadas na listagem de risco de epidemia os municípios de Humaitá, Lábrea, Maués e Tapauá. O Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) é realizado apenas nas cidades onde há infestação da doença. Caso o município tenha focos do vetor, mas nenhum caso confirmado, não entra na listagem.

Queda nos casos

O Ministério da Saúde informou ainda que, apenas no primeiro bimestre de 2014, 1.991 casos de dengue foram confirmados no Estado do Amazonas. A redução em relação ao ano passado é muito drástica, já que no mesmo período de 2013 foram identificados 7.255 casos. As situações mais graves também diminuíram, caindo de 48 ocorrências para apenas três no período. Quatro pessoas morreram em decorrência da dengue no estado em 2013, enquanto esse ano não houve nenhuma morte confirmada em decorrência da doença.

Segundo a pesquisa, a redução não se restringe ao Estado do Amazonas, e foi registrada em todo o país. Na comparação entre o primeiro bimestre de 2013 e deste ano, a queda no número de casos chega a 80%. No ano passado, os registros do Ministério da Saúde apontam 427 mil casos confirmados apenas entre janeiro e fevereiro. Já em 2014, o número chegou a apenas 87 mil notificações. As ocorrências mais graves também tiveram redução, com queda de 84%, e os óbitos reduziram 95%.