Publicado em: quarta-feira, 03/10/2012

Alunos com necessidade especial aumentam 933,6% no ensino superior em 10 anos

Alunos com necessidade especial aumentam 933,6% no ensino superior em 10 anosNa última segunda-feira (1°) o Ministério da Educação (MEC) informou em seu site que o número de matrículas de pessoas no ensino superior que tinham alguma necessidade especial cresceu 933,6% durante o período de 2000 a 2010. O número de alunos com alguma necessidade especial aumentou de 2.173 em 2000 até 20.287 em 2010, sendo 6.884 nas redes públicas de ensino e 13.403 em instituições particulares. A quantidade de centros de ensino superior que recebem alunos com alguma deficiência nestes 10 anos mais que duplicou, indo de 1.180 no final do século passado para 2.378 no ano de 2010, e 1.948 destas tem uma estrutura que garante a acessibilidade para os alunos.

O governo vai destinar uma verba de R$ 11 milhões do orçamento de 2013 para universidades federais, conforme diz o MEC, para o material didático de e que alguns espaços físicos fiquem adequados para alunos com alguma necessidade especial, por um programa que foi denominado “Incluir”.

O objetivo do programa é criar ações que reduzam e até eliminem as barreiras físicas, de comunicação e de pedagogia para os alunos com necessidades especiais, e assegurem acesso e permanência para estas pessoas no ensino superior público. Até o ano de 2011, chamadas públicas executaram o “Incluir”, e deste ano em diante, os valores serão enviados de forma direta às universidades. A verba destinada para a cada universidade é proporcional a quantidade de estudantes.

O governo diz que nos anos de 2013 e 2014, pretende iniciar 27 cursos de letras que tenham habilitação em língua brasileira de sinais (as chamadas libras) em centros federais de educação superior, uma em cada estado brasileiro. Conforme o MEC, 12 cursos de educação bilíngue (português/libras) devem ser ofertados pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) a partir de 2013.