Publicado em: sexta-feira, 02/12/2011

Alta comissária da ONU defende julgamento da Síria em Haia

A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, declarou nesta sexta-feira (02) que o governo da Síria deve ser julgado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, por crimes contra a humanidade. A iniciativa surge após as acusações de que o governo sírio estaria violando os direitos humanos nas manifestações realizadas para protestar contra o regime de Bashar al-Assad. Apesar de não apontar nomes, Pillay acredita que as autoridades de cada cidade devem ser julgadas.

De acordo com o mais recente levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 4 mil pessoas morreram desde o início dos protestos contra Assad, que começaram em março. O governo de Assad está no comando há 11 anos e a população pede por maior liberdade política e de expressão. A alta comissária da ONU pediu que a comunidade internacional se mobilize para proteger o povo sírio.

“O governo da Síria tem sido incapaz de proteger seus cidadãos, a comunidade internacional deve tomar medidas urgentes e eficazes para proteger o povo sírio,” afirmou Pillay. De acordo com ela, 14 mil pessoas estão detidas por terem participado das manifestações contra Assad. Além disso, 12 mil estão refugiados em países vizinhos da Síria.

O relatório desenvolvido pela comissão internacional mostra que 307 crianças foram mortas, sendo que 45 são meninas e há registro de tortura para muitos dos casos. As prisões estão lotadas e detentos políticos, incluindo homens, são encarcerados nas mesmas celas onde mulheres e crianças são presas.