Publicado em: quinta-feira, 03/11/2011

Almodóvar demonstra ter uma visão errada da cultura brasileira no filme “A Pele Que Habito”

Tendo como tema central a identidade humana, o filme “A pele Que Habito” discute se uma pessoa é definida pela sua imagem externa ou pela sua personalidade. O filme se baseia no livro “Tarântula”, escrito por Thierry Jonquet e é dirigido por Pedro Almodóvar.

Alguns concordam com a primeira opção, outros com a segunda. O dilema é vivido por Vera (Elena Anaya) que se torna prisioneira do cirurgião Robert Ledgard (Antonio Banderas), que a transforma em cobaia para experimentos com um novo tipo de pele artificial que vem desenvolvendo.

O filme vai estrear no Brasil nesta sexta-feira, dia 4. Quem espera um filme de terror pode se decepcionar, pois o longa retrata o drama dos personagens principais. Onde o médico trabalha por vingança, enquanto sua prisioneira, Vera, que acaba se envolvendo com seu algoz.

Segundo a assessora de imprensa da produção, Almodovar pensou em transformar os personagem Ledgard e um psicopata, que acaba não percebendo o sofrimento de sua vítima. O diretor escolher o Brasil para cenário onde nasceu o seu personagem principal. Ele afirma que escolheu o Brasil porque a cultura do país não se baseia em culpa e pecado, onde não se conhece os conceitos de certo e errado.