Publicado em: quinta-feira, 06/10/2011

Alckmin cobra explicações de deputado que acusou Assembléia de SP de vender emendas

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), cobrou o deputado estadual Roque Barbiere (PTB) publicamente para que defenda as afirmações feitas sobre o funcionamento da Assembléia Legislativa de SP, pois comparou seu funcionamento com o de um “camelódramo”. Barbiere fez a declaração quando acusava parlamentares de vender emendas. Quanto a isso, Alckmin argumentou que “eu entendo que ele [Barbiere] tem o dever, como homem público, de apontar o que sabe”.

Junto a Alckmin, o presidente da Assembléia, deputado Barros Munhoz (PSDB), afirmou que Barbiere pode ser punido pela declaração. Para Munhoz, “ou ele [Barbiere] se explica, ou é passível de punição”. Com isso, o presidente da Assembléia dá a entender que o deputado estadual pode passar do posto de denunciante para assumir a posição de denunciado. Munhoz acredita que a declaração de Barbiere foi injusta e infeliz. Para exigir a explicação de Barbiere, o Conselho de Ética da Assembléia marcou um depoimento do deputado às 14h.

Contudo, existe uma brecha na legislação que ser favorável a Barbiere, pois o petebista tem o direito de enviar seu depoimento por escrito. Uma das medidas que podem ser tomadas contra o deputado estadual é o processo por quebra de decoro parlamentar, pois, de acordo com Munhoz, “uma calúnia contra a Casa é quebra de decoro”.

A maior bancada da Casa, a do PT, lançou uma nota de repúdio às declarações feitas por Barbiere. De acordo com o entendimento do partido, o deputado estadual colocou todos os parlamentares sob suspeição. O PT declarou que é favorável à instauração de uma CPI para investigar se há ou não vendas de emendas.