Publicado em: segunda-feira, 17/02/2014

Ainda contestado, horário de verão gerou economia acima da meta do governo

Ainda contestado, horário de verão gerou economia acima da meta do governoMuitas pessoas não gostam do horário de verão devido aos problemas com o relógio biológico para acostumarem-se às alterações nos ponteiros, e outras defendem pelo dia mais longo, especialmente no período de férias. Mas independentemente das questões pessoais, a medida novamente gerou economia de energia elétrica.

Encerrado no último domingo, o horário brasileiro de verão proporcionou redução de 2.560 megawatts na demanda de energia no principal pico de consumo, das 18h às 21h do horário convencional. Traduzida em cifras, a economia foi de R$ 405 milhões, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

As temperaturas acima da média e a pouca incidência de chuvas fez com que os reservatórios de água nas usinas ficassem com volume reduzido, e isso fez com que aumentasse a utilização de usinas termelétricas, o que encarece as tarifas. O custo extra no país chegou a R$ 9,5 bilhões, mas o valor deve ser dividido em parcelas pequenas na conta dos usuários até 2018.

Economia financeira não é o principal benefício

Apesar de refletir diretamente na fatura de energia elétrica, a questão financeira é um foco secundário do horário de verão. O principal objetivo é evitar sobrecargas no sistema elétrico nos horários de pico de consumo. A redução na demanda máxima permite uma operação otimizada em toda a rede de geração e distribuição de energia, de usinas a linhas de transmissão.

Com início fixo para início e término, o horário brasileiro de verão altera o horário nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, e também o Distrito Federal. A medida começa a valer sempre no terceiro domingo de outubro, prosseguindo até o terceiro fim de semana de fevereiro do ano posterior. O país teve a primeira implantação em 1930, na gestão de Getúlio Vargas.